Vivo com essa sensação de abandono, de falta, de pouco, de metade. Mas
nada disso é novidade. Antes dele, teve o outro, o outro que continua
indo embora para sempre porque nunca foi embora pra sempre. Eu não sei
deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as
pessoas que resolvem me deixar, melhor assim, adoro não ser responsável
por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em
mim. Nada é eterno, não quero brincar de Deus.
- Tati Bernardi

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